Start Pausa #40a Castlevania SoftN
Olá gamers de todas as eras! Sejam muito bem vindos a primeira parte da quadragésima Start Pausa aqui no NowLoading!
Sim meus caros leitores, para comemorar a nossa edição de número 40 essa Start Pausa terá duas partes, mas fiquem tranquilos que será rápido, pois amanhã mesmo a segunda parte estará aqui no site!
A história dessa semana do nosso ouvinte/leitor Lucas 2099 que nos escreveu a sua grandiosa saga (e bota grandiosa nisso) em Castlevania: Symphony of the Night, onde ele se diz ter se transformado com esse jogo em um gamer hardcore, graças a falta de uma simples “pecinha que salvava”. Confiram! E não esqueçam, amanhã tem mais!
Mas e você? Não quer contribuir também? A vida dessa coluna depende de vocês! Estejam convidados a participar com seus relatos, mandando e-mails para diego@nowloading.com.br.
Game: Castlevania: Symphony of the Night
Desenvolvedora: Konami
Gênero: Plataforma/Aventura
Console: PS1
Player: Lucas Antônio Cerqueira
Interior de Goiás. Final de 1998. Playstation adquirido há pouco tempo. Apenas jogos de luta. Sem grana para memory card. Me deparei com Castlevania: Symphony of the Night. Eu me tornaria um gamer hardcore.
Eu estava muito empolgado quando coloquei Castlevania: Symphony of the Night pela primeira vez no meu Playstation. Logo no início me deparei com a tela inicial que prendeu minha atenção, um fundo em pedra com alguns relevos entalhados com o título “Castlevania” escrito sobre um logo vermelho. Havia também algumas sombras de folhagens que vez ou outra se mexiam e davam a impressão de um lugar antigo, que começava a ser coberto pela vegetação. Admirei essa tela inicial por uns quatro ou cinco segundos, e acreditem, isso era muito tempo.
Apesar de tudo isso, o que mais me chamou a atenção foi a música que tocava nesse menu, uma espécie de coral de igreja cantando o que parecia ser uma música religiosa, prestei atenção na música por algum tempo antes de começar o jogo.
Die Monster, you don’t belong in this world!
(Richter Belmont)
Logo no início dei de cara com um título que anunciava “Final Stage“, achei estranho, afinal estava começando um novo jogo, mas ignorei e continuei. De cara reconheci o personagem com o qual estava jogando. Era o “carinha azul” do Castlevania do Super Nintendo, que eu já havia jogado uma vez com um amigo.
Enquanto subia a misteriosa escadaria do início em direção à torre, apreciava os maravilhosos e ricamente detalhados gráficos 2D do cenário, cada tijolinho da escada parecia ter recebido uma atenção especial, o céu e o mar se moviam rapidamente dando a impressão de que o tempo passava de forma diferente naquele lugar, e quando dei por mim, estava entrando no covil do poderoso Conde Drácula, e o próprio estava ali sentado, me esperando para… Bater papo? Aparentemente sim, mas mesmo com meu inglês fraco percebi que era o tipo de diálogo que dois inimigos mortais têm antes de uma batalha de proporções épicas, batalha essa que estava para acontecer. Meu Deus! Esse era mesmo o final stage!
Não preciso dizer que apesar de bater um bocado no Dracula, eu estava apanhando muito mais do que batia, até que o inevitável aconteceu, eu morri. Já estava preparado para ver a tela de Game Over quando aparece uma mulherzinha e me agracia com invencibilidade, me permitindo derrotar o temível vilão facilmente. Após ver a derrota do maior dos vampiros, sou presenteado com um gigante bloco de texto que contava história do que ocorrera, na época tudo que consegui extrair era que haviam se passado quatro anos e que carinha azul se chamava Richter Belmont.
Ah, Alucard. What is your business here?
(Death)
Um homem de cabelo branco corre em meio à floresta, rapidamente ele se aproxima do castelo e consegue entrar no último segundo antes que a ponte levadiça se feche. Castlevania: Symphony of the Night estava finalmente começando de verdade. A primeira coisa que fiz foi apertar start e entrar no menu, um azul chapado, e uma foto do personagem, aparentemente seu nome era Alucard, nome estranho, mas legal.
Eu começo a andar e dou de cara com um baita lobo gigante, mas consigo destruí-lo após desferir um único golpe de espada, aparentemente Alucard é bem poderoso. Entro no castelo, um corredor escuro com som de janelas batendo, após caminhar um pouco as luzes se acendem e a música começa como me recebendo. Uma das muitas músicas maravilhosas que compõem a trilha sonora deste jogo. Fui caminhando e matando alguns monstros, e descobri que ganhava 1 ponto de HP de vez em quando, o que percebi mais tarde, que era porque eu estava subindo de level, conceito este totalmente impensável por mim nesse estilo de jogo.
Adorei jogar com o poderoso Alucard que poderia matar qualquer monstro com apenas um golpe, porém, poucos minutos depois descobri que nem tudo eram flores, a própria morte encarnada apareceu e roubou todos os meus equipamentos, me deixando literalmente de mãos vazias! O primeiro inimigo que encontrei após isso me deu uma espada, mas nem de longe lembrava a poderosa espada que Alucard usava anteriormente, mas tudo bem. Sigo em frente e descubro uma nova área dentro do castelo, “Alguma coisa laboratory” outra música legal e mais um cenário lindamente detalhado, como já estava com pouquíssimo HP acabo morrendo e GAME OVER! Sem chance de continue nem nada. Foi então que descobri que minha falta de memory card iria finalmente fazer alguma diferença e transformar esse jogo em um enorme desafio.
Cease this foolishness.
(Death)
Recomecei o jogo várias vezes, sempre morrendo após chegar a um desafio um pouco maior. Cada novo chefão ou inimigo de maior dificuldade era certeza de encontro com a tão temida tela de game over, morrendo muitas vezes no mesmo lugar e tendo sempre que recomeçar do nada. Era algo extremamente frustrante e muitas vezes eu desligava meu Playstation com aquela sensação de derrota.
Vez ou outra minha mãe ficava me olhando recomeçar e recomeçar várias vezes, eu nunca pedi um memory card, mas acho que ela percebia minha frustração e dizia que quando fosse possível iria me comprar a “pecinha pra salvar o jogo”, e que enquanto isso era melhor eu esperar ao invés de ficar jogando sempre a mesma parte do game.
Naquela época um memory card não era nada barato, e havia apenas um ou outro lugar na minha cidade para se comprar, e eu sabia que ainda iria demorar muito até conseguir um, pensei em pegar emprestado com algum amigo, mas se já era difícil conseguir um jogo emprestado, um memory card era impossível. O único jeito seria mesmo desistir e esperar.
I will not.
Not while there is a breath in my body.
(Alucard)
Mas com o passar do tempo eu estava ficando cada vez melhor, descobri que os save points não eram assim tão inúteis e que, apesar de não poder salvar, eles restauravam meu HP e MP. Depois que descobri isso me vida ficou muito mais fácil, eu conhecia bem o movimento dos inimigos comuns, e havia desenvolvido táticas para os mais difíceis, sabia onde encontrar os melhores itens, aprendi as magias, e tinha um mapa mental dos atalhos para os pontos chave do castelo e tudo mais. Não iria desistir ou esperar.
Eu já havia me deparado novamente com a mesma escadaria que me levava à torre do Drácula quando jogava com Richter Belmont, mas jogando com Alucard, a escadaria estava parcialmente destruída e eu não conseguia chegar à torre pelos meios tradicionais, porém, cada vez eu chegava mais e mais longe adentro do castelo, descobrindo novos segredos a cada recomeço, algumas vezes tendo que parar por falta de tempo e não mais por que havia morrido. Mais cedo ou mais tarde eu iria terminar o jogo.
E acabou sendo mais cedo quando me deparei novamente com o outro lado daquela escadaria, dessa vez controlando Alucard, mas, para minha surpresa, quem me esperava naquela sala não era o Drácula e sim Richter Belmont, que anteriormente já havia se apresentado a Alucard como Lorde do Castelo. Não liguei muito pra isso na hora e parti pra cima dele, afinal ele era o chefe final, a única coisa que estava entre mim e o final do jogo. Claro que acabei perdendo e vendo a tela de game over mais uma vez.
I’ve come to destroy this castle.
(Alucard)
Após algumas tentativas percebi que o fato de conhecer muito bem o castelo e saber como chegar rapidamente para enfrentar Richter era na verdade uma desvantagem, pois, apesar de chegar lá cada vez mais rápido, também chegava com um level mais baixo, com equipamentos piores e com uma menor quantidade de itens de cura. A pressa era mesmo inimiga da perfeição.
Decidi separar um final de semana para jogar com bastante calma, preparar bons itens e chegar razoavelmente preparado para enfrentar o Richter, nada assim tão bom, apenas o suficiente para completar as “habilidades castlevánicas” que havia adquirido.
Tendo muito tempo para pensar, fiquei desconfiado do porquê de enfrentar Richter onde supostamente deveria encontrar o Conde Dracula, e prestando um pouco mais de atenção na história acabei por achar que havia algo de errado, de que talvez aquele objetivo final estivesse bem mais além no horizonte do que eu imaginava.
Mesmo com toda a incerteza segui até o final com meus planos, e nesse final de semana eu derrotei Richter Belmont! Eu estava apreensivo, será este realmente o final? E era! Após alguns diálogos a tela escureceu e aparecia uma cena em que Alucard e Maria (uma mulher que aparece no decorrer do jogo) conversavam sobre o que tinha acontecido, enquanto ao fundo jaziam as ruínas do castelo. Logo em seguida os créditos subiram! Eu finalmente havia conseguido! Ao menos era isso o que eu pensava…
Confira amanhã aqui no NowLoading o desfecho da Start Pausa #40 !


É a maldição! desde os tempos antigos ela já existia… que triste…
é, nos tempos de snes e anteriores a isso passava com muita frequencia por isso, normal, mas vale a pena qndo vc pensa q acabou um jogo ou simplesmente termina, ou ainda aparece la pra vc ver o final completo tem q terminar no hard ou qualquer coisa assim, o tempinho danada de complicado, aff
Cara, sua mãe é demais!
Ela teve a sensibilidade de perceber que você precisava de algo para conseguir salvar o jogo, em vez de falar o que todas as mães falavam, que era mandar tu desligar "o joguinho" e ir brincar na rua.
Gostei da parte de quando ele descobre que o personagem aumentava de nível aos poucos. Boa lembrança. Ganhar nível no Castlevania e ficar aos poucos mais e mais forte é uma sensação boa djimais
Faço minhas as palavras do henrique.
sua mãe está de parabéns, por ser tão compreensiva. E você também está de parabéns por sua perseverança!
LULZ terminou o game no braço a lá épocas de mega driver e snes, é assim que se faz
Vamos ver no que vai dar isso aí.
Sim, é falso, e por isso a história continua amanhã…
uehaeuahaeuh
Meu navegador comeu a ultima linha
Esse cara merece meu respeito. Foi para partes difíceis do jogo sem o Memory card e ainda resetando o console. Parabéns cara.
Lucas, és o meu herói. Terminar o Castlevania: Symphony At The Night, jogo este que é grande bagarai, sem nenhum memory card, é prova de hardcorismo no sangue. Sei como é a angústia de terminar um jogo sem memory card.
Aliás, viva a Start Pausa, weee. Já achei que a coluna tivesse remorrido semana passada, que não teve. Escrevam, pessoas!
claro q não, não teve semana passada mais essa semana terá 2 hehehe
Caramba! Não lembrava do texto ter ficado tão grande assim, eu deveria ter feito mais algumas revisões XD
Obrigado por publicar minha história mesmo assim, Diego : )
Ah, e minha mãe sempre foi meio que nerd, assisti muitos filmes de Kung fu e de ficção científica com ela antes mesmo de aprender a ler e escrever (ela tinha que me explicar praticamente tudo que acontecia). Desconfio que ela apenas nasceu na época errada.
vc acha que o texto ficou grande?
você me mandou 7 páginas de história!
E olha que essa parte ae está resumida auhhuauhah
amanhã tem o desfecho da sua história =)
Ô LUCAS! INFELIZ!
EU NO LUGAR DO DIEGO IA MANDAR VC RESUMIR ESSA POHA TODA!
¬¬'
E olha que o primeiro texto que escrevi havia ficado beeem maior =X
Mas é justificável né, esta é realmente uma longa história!
Aliás, você se lembra quanto tempo demorou para chegar ao Richter? E quanto tempo para detrrotá-lo?
Um dos melhores jogos que joguei na vida. E uma das melhores trilhas sonoras (também, olha só o título do jogo).
Ah, parabéns pela façanha…
Que dó de mim: tem jogo que só consigo zerar com savestate, imagina sem memorycard HAHAHAH…
Esses é um dos melhores jogos até hoje na minha opinião.
Lembro que joguei ele a primeira vez em japoneis na casa de um amigo, o irmão dele amava esse jogo e eu achava ele um jogo diferente porem não me atraia, mais um dia eu dei um chance pra versão americana e pronto vi que era um dos melhores jogos que estava jogando.
Eu ainda vou comprar esse jogo original, esse merece.
Cara…esse jogo é foda…muito bom….eu ADORO ele até hoje..!!
Porem eu NUNCA consegui terminar esse jogo com 200%…..
Uma vez, quando eu estava p/ termina-lo, eu vi, na finada revista Super Game Power, que teve um cara queo terminou com 200%.
Eu persegui essa facanha por uns 3 anos…..depois eu desencanei.
Parei com 198% do jogo completo.
Mesmo assim, esse ainda é um dos melhores jogos que da minha vida.
No total dá pra chegar a 200.6%, é o máximo (sem usar glitch) tem até um achievement na versao do x360 que você tem que liberar essa porcentagem toda =D
Crônicas de um amaldiçoado.
Parabéns Lucas e Diego, essa parte ficou bem legal!
Como sempre o Diego nos surpreendendo com histórias legais.
E Lucas, vc é um cara de muita paciência jogar horas e horas sem um memory card, não é para os fracos.
Como alguém que virou o jogo pelo menos 5 vezes lhe congratulo por tal feito; as primeiras vezes que jogava eram na casa de um amigo e ele tinha um memory card, mas o péssimo hábito de deletar os saes de jogos que ele não jogava u.u
Desnecessário dizer, quando descobri que emuladores poderiam me deixar jogar no computador (um pentium 166) joguei-o enlouquecidamente até terminar de vários modos, conseguir praticamente todas as armas, e achar as passagens secretas.
Caramba Lucas, eu tenho que parabenizá-lo.
Ir explorando Castlevania: Symphony of the Night, tendo que recomeçar a cada morte, enfrentar e derrotar o Richter não é para qualquer um, precisa de muita coragem. Você é o hardcorest EVER.
Consegue lembrar mais ou menos quanto tempo levou? Na vez que você matou o Richter, conseguiu em um dia só? Se não, você dormia com o Playstation ligado ou varava a noite?
Não lembro ao certo quanto tempo, mas sei que foi um dia inteiro diretão, acordei cedo e comecei a jogar, parando só pra comer, ir no banheiro e algum eventual descanso.
Nossa a primeira vez que eu zerei esse jogo eu tive NOVE horas de gameplay (esses dias descobri um speedrunner que zera em 50min) mas imagina só jogar mais de nove horas seguidas de um jogo que não é um MMORPG!
Puta merda! Lucas sou teu fã cara!
Olá!
Caraca, isso sim que é perseverança.
Até and Bye…
e eu que so descobri que o nome ALUCARD significava DRACULA, ao contrario 10 anos depois.
É novela isso aí?
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