Worms Reloaded
jan
13

[Review] Bayonetta

“Chega de enfrentar demônios, agora, é a vez dos anjos serem derrotados horrivelmente”.

bayo_frontBayonetta, o mais novo, e porque não, mais polêmico hack and slash dessa geração, chega depois de uma longa espera para o Xbox360 e Playstation 3. Com a coordenação de Hideki Kamiya, criador de Devil May Cry, Bayonetta, mesmo antes de ser lançado, já dividia opiniões entre os gamers. Desde o anúncio do jogo e da divulgação das fotos e trailers, todos ficaram impressionados, seja positiva ou negativamente, pela protagonista do jogo e do estilo que ele seguia. Após a disponibilização do demo na Live e PSN, muitos jogadores puderam comprovar que o jogo é muito mais do que gráficos belos e uma personagem polêmica, mas sim, um grande hack and slash com jogabilidade muito completa e eficiente. Pensando nisso, já não parece, para alguns, tão absurdo os 38/40 dados pela Famitsu no game.

A história de Bayonetta é focada na batalha entre a Lumin Sages, os seguidores da luz, ou se preferir, os anjos, e as Umbra Witches, guardiãs da escuridão. Sendo mais específico, a batalha entre os Lumin Sages e a “única” sobrevivente do clã das bruxas, Bayonetta. O jogo se desenrola com Bayonetta em uma jornada meio que sem sentido e a procura de algo que ela perdeu, mas que não consegue se lembrar ao certo o que é por ter perdido a memória. Enquanto avança pelas fases, Bayonetta enfrenta vários membros da Lumin Sages, sempre os derrotando com seus movimentos “sensuais”. Ao longo do jogo você encontra com outros personagens, como Luka e Cereza. O que posso dizer é que a história definitivamente não é o forte desse jogo.

bay_1Os gráficos de Bayonetta impressionam bastante. Além dos personagens super detalhados, o jogo conta com inimigos bem interessantes e com um visual muito inovador. Desde pássaros humanóides armados com lanças até uma cabeça gigante com duas cabeças de dragão coladas nela, todos os inimigos de Bayonetta são extremamente ricos, interessantes e bem diferentes do que já era costumeiro de se ver em jogos do gênero. Os golpes, muitas vezes exagerados, possuem um visual muito bom, com efeitos de iluminação que impressionam. Os cenários são um show a parte. Muitos deles são situados em lugares “celestiais” e trazem uma beleza de cores que realmente se destacam nas texturas de alto nível.

Existem alguns problemas de slowdown no jogo, entretanto, os donos de Xbox360 podem ficar tranqüilos que eles ocorrem com pouca freqüência e em situações onde existem tantos inimigos na tela ou elementos no cenário em movimento que é até aceitável que tenha slowdown. Infelizmente, a versão de PS3 apresenta bem mais slowdowns, sendo esse o principal motivo da respectiva versão ser um pouco inferior em relação a do Xbox360.

Se os gráficos impressionam, o som por outro lado é razoável. A dublagem é boa, apesar de faltar emoção nos personagens em alguns momento considerados críticos durante as cut-cenes. A música que é o grande problema em Bayonetta, uma mistura de “As Panteras” com um pop japonês, e que é freqüente no jogo durante as batalhas. Logicamente que algumas pessoas podem gostar deste estilo de música, mas o que considerei é que ela não combina com a ação do jogo, que é frenética. Adicionalmente, após algumas horas de jogo é bem provável que o jogador não agüente mais ouvir a música Fly Me to the Moon, que ficou bem conhecida depois da gravação feita por Frank Sinatra e, para os otakus, no encerramento do anime Evangelion. Por sorte, em algumas batalhas mais importantes no game, a música melhora bastante, sendo substituída por uma música sacra, que combina bem com os anjos que você está enfrentando.

O elemento definitivo de Bayonetta e que podemos considerar como sendo o seu grande diferencial não é o fato da personagem principal ser uma Milf com cara de bibliotecária safada, mas sim a jogabilidade excelente que o game tem. Os controles respondem muito bem e são extremamente fáceis e simples. Basicamente é um botão para tiro, um para soco, uma para chute, um para pulo, um de esquiva e por fim um de provocação. Os combos, derivados da combinação destes botões, saem com muita facilidade. São vários combos, que inclusive podem ser praticados em algumas telas de loading do game.

bay_2A esquiva em Bayonetta é um dos grandes diferenciais do jogo e extremamente importante. Além de ser a principal forma de se escapar dos milhares de inimigos e dos milhares de golpes dados por eles, se a esquiva for usada no último segundo antes do golpe do inimigo acertar a sua personagem, o jogo entre no modo Witch Time, que deixa os inimigos lentos por um período de tempo e permite que você execute combos arrasadores em seus adversários.

O jogo conta ainda com várias armas, técnicas, acessórios e itens, que são adquiridos ou comprados ao longo da jornada. Algumas armas podem ser combinadas, sendo colocadas nas mãos ou pés de Bayonetta, dando novas possibilidades de combos. Você pode ainda utilizar, por um pedido de tempo, as armas dos inimigos e realizar golpes bem poderosos. Adicionalmente, existe as Torture combos, que são ataques especiais que podem ser executados após se encher uma barra de magia, em que Bayonetta mata seus inimigos de maneiras bem diferentes, como por exemplo, jogando eles em uma guilhotina ou colocando eles para sentarem em um cavalo de madeira cuja cela na verdade é uma navalha.

Como muitos já devem ter visto em vídeos, Bayonetta usa os seus cabelos e sua roupa feita (também com eles) para criar criaturas gigantes usadas para finalizar alguns chefes. Um exemplo é um tipo de lobo gigante que engole o inimigo. Todas essas cenas são como quick time events simples, onde você precisa apertar um botão ou girar o direcional o mais rápido possível para adquirir mais pontos. Não me esquecendo, ao usar esses poderes, Bayonetta fica seminua.

bay_3Por fim gostaria de comentar sobre o aspecto mais polêmico de Bayonetta, que é a sensualidade da personagem. Muitos gamers adoraram e outros já acharam algo desnecessário. Após terminar o game fiquei na dúvida como seria o jogo caso fosse utilizado uma outra personagem. Por incrível que pareça, o enredo e a maneira como ele é tocado é impraticável se a personagem não fosse daquela forma. O que precisa ficar claro é que o jogo em momento algum consegue passar realmente um erotismo. As situações são tão cafonas e barangas que a personagem e a situação onde ela fica se movimentando de forma sensual fica na verdade engraçada. A impressão que tive é que Bayonetta parecia mais uma personagem que fugiu do filme “Priscila a Rainha do Deserto” do que realmente uma mulher porradeira extremamente atraente. As cenas são tão forçadas como as de Devil May Cry e isso, em conjunto com a personagem extremamente cafona, acabam deixando o jogo bem divertido. Para o consolo de alguns, após terminar o game é possível trocar as roupas de Bayonetta, sendo que neste novo guarda roupa existem alguma bem mais comportadas que a roupa padrão.

Só fazendo um adendo, o jogo possui referências a outros games, sendo alguns deles verdadeiros clássicos da SEGA, então, fiquem atentos.

Concluindo, para aqueles que não gostaram de Bayonetta e não pretendem jogar o game pela proposta apresentada, recomendo darem uma segunda chance ao jogo porque ele é aquilo que eu consideraria como a melhor jogabilidade em um hack and slash dessa geração e que supera Devil May Cry em muitos, mas muitos aspectos.

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jan
12

Start Pausa #34

Gamers, primas e sacanagem! Esse é o tema da Start Pausa de hoje! Mais uma vez com uma história bem diferente da que estamos acostumados a ver aqui, hoje, protagonizada pelo nosso ouvinte/leitor Bruno Barros que nos conta sua história com Need for Speed Underground 2, seu PC, sua prima e muita sacanagem! Vale a pena conferir!

A vida dessa coluna depende de vocês! Estejam convidados a participar com seus relatos, mandando e-mails para diego@nowloading.com.br.

Game: Need for Speed Underground 2
Developer: EA Games
Sinopse: Você é um corredor das ruas, vença as corridas, compre carros novos, turbine-os e derrote a todos os seus adversários. Ou seja, o de sempre.
Plataforma: PC
Player: Bruno Barros

A muito tempo atrás me arriscava eu a rodar diversos jogos no meu Celeron 2.0, 256 de RAM com uma Geforce 4 Mx, eu acho, ou era uma Radeon 9550… Cara não lembro direito, mas whatever.

Estava eu matando tempo enquanto não chegava o horário de sair de casa e ir pra aula (estudava a noite), portanto fiquei a jogar Need For Speed Underground 2. Estava tranquilo até aparecer minha prima no quarto… (vocês já estão pensando em sacanagem né? Mas esperem, a sacanagem fica pro fim da história).

Ela sentou no meu lado, na cama, e começou a assistir, eu nem me mexi. Após aproximadamente 10 minutos ela começou a me incomodar pra que eu deixasse ela jogar um pouquinho, me cutucava com o cotovelo, enfiava o dedo molhado de saliva no meu ouvido, dava tapa no controle, fazia terremoto na cama, começava com comentários pra gerar aflição: “Olha Bruno! Olha ele! Tá chegando! Aiaiai Bruno! Corre Bruno! Ta na cola! Corre! Corre! Ele tá vindo! Táquase! Tu não vai conseguir! Corre desgraça! Mas tu é ruim mesmo! COOOOOORREEEEE!!!” e coisas do gênero.

Cansado daquele inferno astral, cedi o controle pra ela e a mandei sentar na cadeira que ficava na frente da cama. Estava pensando em me vingar na mesma moeda e pelas costas a posição é mais vantajosa (vocês devem estar pensando: “Agora é que vem a sacanagem“. Aguardem, não vai demorar).

Ela fez como pedi e sentou na cadeira. Cara… Nunca tinha visto uma pessoa com tamanha falta de noção em jogos de corrida! A porcaria do carro não parava reto! Ela virava para um lado e ele ficava muito pra esquerda, virava pro outro e ficava muito pra direita, foi esse zigue-zague até bater na mureta, trancar, patinar, fazer 360, aprumar na reta e começar o zigue-zague de novo!!!!

Nisso ela ficava rindo, gargalhava. Pensa em alguém tendo espamos convulsivos enquanto ri. Era pior!!! Nisso eu comecei a rir também, mas logo me calei… Me dei conta de um triste e chocante fato. Quase não acreditei, a realidade deu um tapa na minha cara… Minha prima se mijou toda em cima de minha cadeira novinha! Segurando meu controle!!! Na frente de meu PC!!! Do lado da minha cama!!!! Dentro do meu quarto!!!!!

Cara… ISSO É MUITA SACANAGEM!!!!!!!! (Aí está a sacanagem prometida) Que raiva! Depois dessa, ela nunca mais chegou perto da minha cadeira ou do meu PC. Essa é a vida, quando as coisas estão boas demais, sempre vem algo pra estragar tudo… Que m****!

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jan
10

Round #72b: O Ano de Cada Um (PC, DS, PSP)

Eis que chega a segunda parte de nossa retrospectiva do ano que foi 2009. Continuando de onde paramos na semana anterior após discutirmos o ano do Nintendo Wii, dessa vez relembraremos e olharemos para o futuro de não somente uma, mas três plataformas.

Nesse podcast os NowLoaders André ‘Majin’, Fernando ‘X’, diegogc, Slash/Rick e Pablo Rozados falam do ano vivido pelo portáteis da Sony e da Nintendo e também sobre os PCs. O que aconteceu de melhor e pior nesse mundo de DSs, PSPs e Mouses?

Além dos lançamentos mais aguardados, dos mais surpreendentes e dos mais decepcionantes acompanhe nossa discussão sobre o futuro da distribuição digital, quais suas vantagens e por quê parece ser o caminho mais óbvio a ser seguido? Como anda a vida dos gamers de PC? Por quê vemos cada vez menos games exclusivamente para os computadores? A OnLive tem futuro?

O que aconteceu em 2009 no quesito iterações de hardware para nossos dois portáteis? O DS LL tem espaço? Qual é a do PSPGo? E o que 2010 guarda para toda essa galera?

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jan
08

Level 0 – Amigo para toda hora

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Load Galera!

Enquanto o Rafa e o Leo se recuperam da explosão, essa semana resolvemos fazer um comic sobre um joguinho que anda fazendo bastante sucesso no Steam. Se você for fã da série Diablo (ou simplesmente gostar do estilo RPG/Aventura), Torchlight é uma boa pedida!

Level Zero no Twitter@lvlzero
Perguntas e sugestõeslevel.zero@live.com

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jan
06

Underground Gaming #19: Mister Mosquito

Underground Gaming

Raramente, mas muito raramente mesmo, algum jogo asiático bizarro é lançado no ocidente. Provavelmente algum maluco apostou alto no possível sucesso em território Yankee e lançou títulos como Wario Ware, Katamari e Metal Gear. Nem sempre estas maluquices japonesas garantem boas vendas ou são bem avaliadas pela crítica daqui, no entando, nós, aficionados pelo mundo estranho, nos sentimos abençoados por jogos em um idioma compreensível.

A Underground Gaming desta semana trata de um jogo que, embora mal recebido pela crítica (65 no metacritics), tem seu glamour. Estou falando de Mister Mosquito para Playstation 2.

Mister Mosquito

Uma pequena e amarela empresa chamada Zoom Inc. desenvolveu um joguinho interessante onde a proposta era fazer o jogador encarnar na pele de um mosquito e sair mordendo as pessoas. A recém criada divisão Fresh Games da Eidos achou a idéia interessante e resolveu investir dinheiro  no projeto para ver o que ia dar. Durante a E3 de 2002, a Eidos apresentava seu novo título, de humor leve, mas diferenciado para os jornalistas de games do mundo inteiro. Pouco tempo depois, com o jogo em mãos a crítica começou a se dividir. Alguns jornalistas adoraram, afinal, se é bizarro, estranho e diferente: é bom. Outros já diziam que a jogabilidade era estranha, proposta bizarra: é ruim.

A verdade é que Mister Mosquito foi muito mal interpretado. Quem nunca quis ser um vampiro miniatura, invertebrado para ferrar a vida de uma família inteira? Eu sempre quis.

O jogo gira em torno da família japonesa Yamada. Não é uma família diferente dos padrões, muito pelo contrário, o pai assalariado volta pra casa e despenca na frente da TV. A mãe, dona de casa, prepara a janta para seus filhos e, os filhos, bom, os filhos não fazem nada como bons adolescentes que são. Você, um pacato e sedento mosquito precisa se alimentar do sangue da parentada, porém, não pense que está tarefa é simples.  O pernilongo tem um som irritante e característico e, muitas vezes, zunir perto da orelha do seu alvo em potencial pode render uma boa chinelada. Guardando as reais proporções de um chinelo na vida do inseto, é mais ou menos como uma bomba nuclear explodir na sua cara.

O ambiente pode ser utilizado ao seu favor. Na primeira fase, dentro do quarto do pequeno Renan, você pode acertar o botão do radio, desligando-o, o que faz o garoto ir dormir. Ao se deitar uma área do corpo fica exposta, permitindo que o mosquito ser alimente. Os dois quadros mostram a barra de stress e de alimentação. Tente manter o círculo sempre no azul e pronto, missão completa. Se subir muito o stress do rapaz ele acordará e tentará te matar. Seja cauteloso, pense como um mosquito e reaja como um mosquito.

Infelizmente Mr. Mosquito não fez um número expressivo de vendas tanto nos EUA como no Japão. As chances de uma continuação são nulas, no entanto quem busca algo diferente e não quer a barreira da língua, fica aí a dica. Ele é facilmente encontrado até hoje por um preço bem atrativo.

Agora chega de Zumzumzum e veja um vídeo que desta vez não foi feito por mim. Como o jogo é em inglês desta vez não preciso ensinar ninguém a jogar. Então apenas um gameplay para o pessoal. Semana que vem terá vídeo meu novamente, não se preocupem.


Críticas, sugestões de pauta, DINHEIRO? Mande um e-mail para:  pablo@nowloading.com.br

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