Imagens de Crysis 2
mar
05

FlashGames: Infectonator World Dominator

Flash Game

O Jogo

Já matamos milhares de zumbis em jogos. De vez em quando até fizemos parde da horda de corpos reanimados. Dessa vez, prepare-se para ser a grande mente maligna por trás de tudo! Infectonator World Dominator é um jogo onde seu trabalho é criar o vírus zumbi e infectar pessoas do mundo inteiro com ele, se tornando o imperador de… erm, um mundo sem ninguém?

Mas quem precisa de motivação além de acabar com grandes cidades do mundo? Desde África até Europa, Ásia até América do Sul, infecte Londres, Nova Iorque e, porque não, Cuiaba!

Controles

Tudo: Mouse

Crítica

Nunca foi tão divertido fazer o papel de Umbrella nos games. Com uma simples jogabilidade de clicar no mapa onde quer lançar o vírus e infectar pessoas perto, o jogo é mais sente e aproveite do que ação em si.

Infectando pessoas, elas viram zumbis e vão tentar infectar as vivas que restarem. Seu trabalho mesmo fica em jogar o vírus em lugares mais cheios e melhorar sua capacidade, dando upgrade no número de lançamentos, raio de cobertura, status de seus zumbis, etc.

Como se não bastasse, ainda exitem os zumbis especiais, todos fazendo referência a algum ícone da cultura pop ou de games. Temos desde left 4 Dead até Michael Jackson, cada um com sua habilidade especial. Também há possibilidade de melhorar os status de seus zumbis especiais, deixando eles mais fortes para a batalha!

O jogo ainda conta com achievements que lhe rendem uma grana extra, além de vários estágios, cada um com pessoas e comportamentos diferentes! Então pegue seu guarda-chuva, fique longe de qualquer Leon Kennedy e domine o mundo com zumbis!

Dúvidas ou sugestões de flash games mandem para: x@nowloading.com.br

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mar
04

SQ: Metroid: Other M, Megaman 10 & Halo: Reach

Sessão Quinta

E vamos para mais uma Sessão Quinta aqui no NowLoading!

E a Nintendo volta mais uma vez a ser destaque aqui na coluna porque nessa semana foi lançado mais um trailer de Metroid: Other M!

Eu admito que como um grande fã da saga da caçadora de recompensas, Samus Aaran, estou empolgadíssimo, mesmo sendo um jogo para o Wii.

Pelo jogo estar sendo produzido pela Team Ninja, não sei se fico feliz ou triste, afinal os atuais Ninja Gaidens não são tão ruins assim, mas tenho medo de que se eles mudarem a jogabilidade, possa afetar a experiência “Metroid”.

Sobre as novidades, aparentemente o jogo se passará depois de Super Metroid de SNES, com a destruição da Mother Brain e o bebê metroid. O jogo ainda vai explicar alguns pontos do Fusion, como por exemplo Adam Malkovich que é tanto o comandante de Samus como também a inteligência articial de Fusion. A troca de câmeras é o que mais chama atenção no novo jogo e a grande questão fica em se isso será uma coisa boa ou ruim, porém isso só poderemos realmente saber dia 27 de junho desse ano!

E continuando com Megaman 10! Depois do enorme sucesso de Megaman 9 a Capcom tenta repetir a receita e lança mais um título retrô 8 bits para as plataformas online XBLA, PSN e WiiWare.

No novo game tanto Megaman como Proto Man também será selecionável. Os irmãos tiveram que se unir para destruir um vírus chamado Robotenza, uma espécie de gripe de robôs (influenza, robotenza, hã? hã? Que original hein?). O que aparentemente não é culpa do Dr Wily já que esse também pegou a tal gripe(mas não pegava só em robôs?).

Além disso temos a inserção de mais 8 robôs novinhos pra você destruir a partir desse mês.

E finalizando com mais um vídeo de Halo Reach, mostrando mais da jogabilidade que o novo título da série irá nos proporcionar.

Como já dito em outras Sessões Quintas anteriores o game será um prequel para a série, trazendo todo o início da saga da Master Chief além de seu treinamento. As novidades desse vídeo vem com os jetpacks e as finalizações dos inimigos que foram introduzidos como novos elementos de jogabilidade!

Confiram!

E ficamos por aqui com mais esta Sessão Quinta. Caso queiram mandar sugestões, fazer críticas, elogios ou comentários, mandem e-mails para diego@nowloading.com.br.

Até semana que vem e Mission Complete!

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mar
03

Indie Loading #6 – Bonesaw

Ok, eu sei que posso parecer obcecado por plataformas, e muito mais ainda por jogos feitos no bom estilo Pixelart, mas imagino que esse basta por enquanto, a série dará um salto em estilos na próxima semana, mas até lá, minha escolha é suprema.

Regados a sugestões, os últimos Indie Loadings, atenderam a pedidos feitos nos comentários, no meu e no twitter do Now Loding. Esta escolha é 100% minha e é para dar um fim a essa era de plataformas e adentrar (palavra difícil) no mundo de outros estilos, e com Bonesaw fecho esta primeira fase com chave de ouro!

Nome do Jogo: Bonesaw
Gênero: Plataforma
Roda em: Windows
Suporte a Joystick: Não
Web Site: Oficial

Bonesaw

A muito tempo eu não explorava o universo plataforma desta maneira, dando porrada em todo mundo. Bonesaw chega como um primo muito distante das fases do Zero em Megaman X, onde inimigos aparentemente de jogos simples de plataforma podem ser executados através de sopapos bem distribuídos.

Já vi esse estilo de seleção de fase, seria no Sonic Heroes?

Jogabilidade:

O controle utiliza as setas para movimentação, Z para pular, X para Bater, Enter para soltar a arma equipada e Espaço para ativar o ataque especial!

O jogo lembra muito clássicos da era 8-bit até no momento em que você se depara com um inimigo. É um jogo de plataforma sólido, com pulos precisos, e “moedas” bem escondidas para aumentar o fator de coletar itens enquanto percorremos cada fase!

Mas, mais parecido com algumas exceções do que com as regras, Bonesaw vem se transformando em um beat’em up linear com elementos do típico plataforma 2D com o diferencial de encher a cara dos inimigos de porrada.

Mais um jogo com Shoryuken, seria um padrão?

Conclusão:

O jogo é daqueles curtos, diretos, e divertido. Com elementos emprestados de vários jogos, só que diferente de uma grande franquia, que as vezes pode nos ofender fazendo isso, o fato deste jogo ser gratuido e descompromissado da indústria traz uma satisfação da mistura que faz de estilos e jogos.

Agora, tem que jogar o jogo pra descobrir por que ele tem o nome de Bonesaw, descobriu ganha uma mariola!

Semana que vem tem gênero novo, jogo novo e o velho Tio Vivacqua nesta coluna que agora habita um site ainda mais bonito e profissional!

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mar
02

Start Pausa #40b

Olá gamers de todas as eras! Sejam muito bem vindos a segunda parte da quadragésima  Start Pausa aqui no NowLoading!

Sem mais delongas, vamos direto para a conclusão da saga do ouvinte/leitor Lucas 2099 em Castlevania: Symphony of the Night. O que aconteceu realmente? Confiram!

Atenção! Se você ainda não leu a parte 1 clique aqui antes de ler essa história!

Mas e você? Não quer contribuir também? A vida dessa coluna depende de vocês! Estejam convidados a participar com seus relatos, mandando e-mails para diego@nowloading.com.br.

Game: Castlevania: Symphony of the Night
Desenvolvedora: Konami
Gênero: Plataforma/Aventura
Console: PS1
Player: Lucas Antônio Cerqueira

No… It can not be Ahhhhhhhhhhh!
(Dracula)

No dia seguinte contei a um dos meus amigos que havia conseguido terminar Castlevania, amigo este que simplesmente me respondeu: “Não, você pensa que terminou. Você não matou o Dracula, matou? Pois é, você deve ter feito o final ruim do jogo.”

Fiquei um bocado decepcionado, sabia que havia algo errado, eu sabia, mas me deixei ofuscar pelo entusiasmo da falsa vitória e não prestei atenção aos detalhes, aquele final não podia mesmo ser um final decente para um jogo tão bom, e quando meu amigo me disse que aquilo não era nem metade do jogo, fiquei ainda mais desiludido. Nesse dia eu parei de jogar Castlevania.

So we met again, Alucard.
(Maria Renard)

Alguns dias depois minha mãe me viu jogando outra coisa e estranhou, afinal ela sempre me via jogando praticamente apenas Castlevania desde que botei o jogo no console pela primeira vez. Ela me perguntou se eu finalmente havia terminado o jogo, e eu disse que não. Contei pra ela o que realmente acontecera, e que não pretendia tentar mais. Foi então que ela retrucou: “Mesmo quando tiver um memory card? Por que eu estava pensando em comprar um pra você agora no final do mês.” Meus olhos brilharam na hora, mas mesmo assim ainda olhei com cara de dúvida pra ela, esperando uma confirmação, que foi prontamente atendida com um sorriso de minha mãe.

Final do mês? FINAL DO MÊS!? Você não pode dizer para um garoto que ele terá aquilo que tanto quer no final do mês e fazê-lo esperar até lá, eu queria o memory card hoje! Convenci minha mãe facilmente após demonstrar um entusiasmo que convenceria qualquer pai mão-de-vaca (coisa que minha mãe nunca foi), e como resultado, eu já estava com meu memory card na tarde do dia seguinte.

Decidi que não iria jogar correndo como um louco da forma que fazia quando não podia salvar, eu iria devagar, apreciaria a história, o cenário, as músicas, tudo aquilo que me fizera ficar apaixonado pelo jogo na primeira vez que o coloquei no meu Playstation. Dessa forma comecei a explorar com calma, notava detalhes que antes passavam despercebidos, não apenas detalhes da ambientação do jogo, mas também passagens secretas com novos itens, novas partes do mapa, entre outros segredos espalhados pelo castelo do Dracula em lugares que nunca tive tempo de explorar.

Fui aproveitando cada momento, pois agora eu tinha o poder de parar e poder recomeçar do mesmo local. Porém em um determinado momento percebi que já havia completado praticamente todo o castelo e não conseguia perceber nada que me indicasse como fazer o final verdadeiro do jogo, meu amigo que me contou sobre o final, na verdade não sabia como fazê-lo, conhecia apenas de ver na casa de um conhecido, tudo que ele sabia é que em algum momento eu deveria usar uns óculos em algum lugar, eu tentei equipar todos os óculos do meu inventário e passear pelo castelo, mas não descobri nada de diferente.

This castle is a creature of Chaos.
(Alucard)

Eu ainda não ligava muito para o fato de não saber o que fazer para conseguir o final bom, ainda encontrava itens novos de alguns inimigos e vez ou outra mudava os equipamentos do Alucard só pra ver o que acontecia ou como funcionavam, e foi em uma dessas brincadeiras que eu descobri que equipando dois anéis específicos, uma sala secreta se abria no meio do castelo, e nessa sala eu encontrei duas coisas: Maria com mais um de seus diálogos com Alucard e… UM PÁR DE ÓCULOS! Sim! Só podiam ser esses!

Equipei-os e corri para enfrentar Richter, e ao entrar na sala já notei a diferença, um orbe verde flutuava sobre Richter e vez ou outra transmitia uns raiozinho até ele. Esse maldito orbe o estava controlando! Eu já estava bem forte e não precisou de muito para que a tal orbe se estilhaçasse diante a minha espada, e Richter caísse ajoelhado diante de mim, logo Maria também apareceu, e Shaft, o vilão por trás do controle de Richter foi apresentado.

Foi então que aconteceu, uma cena em CG mostrando um segundo castelo invertido aparecer por cima do castelo original, e em seguida, após o fim da CG, Alucard se dirigia até este novo castelo. Apesar de ser geograficamente apenas o mesmo castelo de cabeça para baixo, era um lugar totalmente novo, com novas músicas, novos e mais poderosos inimigos, disposições diferentes que exigiam novas estratégias. Eu iria poder vivenciar todo aquele jogo maravilhoso mais uma vez mais uma vez! Mas a essa altura eu já era um profissional em Castlevania, apenas um ou outro segredo me dava algum trabalho, e logo pude encontrar o tão temível Conde Dracula e derrotá-lo. E assim finalmente fui capaz de terminar esse jogo que me proporcionou inúmeras horas de diversão e alegria como nenhum outro, e claro, também de frustração, afinal se tudo fosse assim tão fácil não teria tido a menor graça.

Well perhaps we will meet again. If you live that long.
Fare well.
(Maria Renard)

Ainda tenho muitas histórias de Castlevania, desde a aventura pela qual passei para adquirir o jogo (aventura esta que acabou me ensinado uma ou duas lições de vida), passando por momentos durante o meu tempo de jogatina, até histórias que envolvem minha mãe ensinando outras pessoas alguns segredos de Castlevania que ela aprendeu de tanto me assistir jogar.

Sei que não é um jogo perfeito, muita coisa poderia ser melhor, principalmente depois que aprendi inglês e percebi que a tradução não era lá essas coisas. Mas depois de Castlevania eu comecei a mudar a minha maneira de ver os jogos, fiquei mais exigente, fiquei melhor, mais dedicado, procurei prestar mais atenção à história, aos detalhes, a todo o conjunto que fazia um jogo ter real qualidade. E se houve algum momento em que eu deixei de ser um garoto que gostava de videogames para me tornar o gamer hardcore que sou hoje, com certeza esse momento aconteceu enquanto eu jogava Castlevania: Symphony of the Night.

Hell yeah!
(Lucas2099)

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mar
01

Start Pausa #40a

Olá gamers de todas as eras! Sejam muito bem vindos a primeira parte da quadragésima  Start Pausa aqui no NowLoading!

Sim meus caros leitores, para comemorar a nossa edição de número 40 essa Start Pausa terá duas partes, mas fiquem tranquilos que será rápido, pois amanhã mesmo a segunda parte estará aqui no site!

A história dessa semana do nosso ouvinte/leitor Lucas 2099 que nos escreveu a sua grandiosa saga (e bota grandiosa nisso) em Castlevania: Symphony of the Night, onde ele se diz ter se transformado com esse jogo em um gamer hardcore, graças a falta de uma simples “pecinha que salvava”.  Confiram! E não esqueçam, amanhã tem mais!

Mas e você? Não quer contribuir também? A vida dessa coluna depende de vocês! Estejam convidados a participar com seus relatos, mandando e-mails para diego@nowloading.com.br.

Game: Castlevania: Symphony of the Night
Desenvolvedora: Konami
Gênero: Plataforma/Aventura
Console: PS1
Player: Lucas Antônio Cerqueira

Interior de Goiás. Final de 1998. Playstation adquirido há pouco tempo. Apenas jogos de luta. Sem grana para memory card. Me deparei com Castlevania: Symphony of the Night. Eu me tornaria um gamer hardcore.

Eu estava muito empolgado quando coloquei Castlevania: Symphony of the Night pela primeira vez no meu Playstation. Logo no início me deparei com a tela inicial que prendeu minha atenção, um fundo em pedra com alguns relevos entalhados com o título “Castlevania” escrito sobre um logo vermelho. Havia também algumas sombras de folhagens que vez ou outra se mexiam e davam a impressão de um lugar antigo, que começava a ser coberto pela vegetação. Admirei essa tela inicial por uns quatro ou cinco segundos, e acreditem, isso era muito tempo.

Apesar de tudo isso, o que mais me chamou a atenção foi a música que tocava nesse menu, uma espécie de coral de igreja cantando o que parecia ser uma música religiosa, prestei atenção na música por algum tempo antes de começar o jogo.

Die Monster, you don’t belong in this world!
(Richter Belmont)

Logo no início dei de cara com um título que anunciava “Final Stage“, achei estranho, afinal estava começando um novo jogo, mas ignorei e continuei. De cara reconheci o personagem com o qual estava jogando. Era o “carinha azul” do Castlevania do Super Nintendo, que eu já havia jogado uma vez com um amigo.

Enquanto subia a misteriosa escadaria do início em direção à torre, apreciava os maravilhosos e ricamente detalhados gráficos 2D do cenário, cada tijolinho da escada parecia ter recebido uma atenção especial, o céu e o mar se moviam rapidamente dando a impressão de que o tempo passava de forma diferente naquele lugar, e quando dei por mim, estava entrando no covil do poderoso Conde Drácula, e o próprio estava ali sentado, me esperando para… Bater papo? Aparentemente sim, mas mesmo com meu inglês fraco percebi que era o tipo de diálogo que dois inimigos mortais têm antes de uma batalha de proporções épicas, batalha essa que estava para acontecer. Meu Deus! Esse era mesmo o final stage!

Não preciso dizer que apesar de bater um bocado no Dracula, eu estava apanhando muito mais do que batia, até que o inevitável aconteceu, eu morri. Já estava preparado para ver a tela de Game Over quando aparece uma mulherzinha e me agracia com invencibilidade, me permitindo derrotar o temível vilão facilmente. Após ver a derrota do maior dos vampiros, sou presenteado com um gigante bloco de texto que contava história do que ocorrera, na época tudo que consegui extrair era que haviam se passado quatro anos e que carinha azul se chamava Richter Belmont.

Ah, Alucard. What is your business here?
(Death)

Um homem de cabelo branco corre em meio à floresta, rapidamente ele se aproxima do castelo e consegue entrar no último segundo antes que a ponte levadiça se feche. Castlevania: Symphony of the Night estava finalmente começando de verdade. A primeira coisa que fiz foi apertar start e entrar no menu, um azul chapado, e uma foto do personagem, aparentemente seu nome era Alucard, nome estranho, mas legal.

Eu começo a andar e dou de cara com um baita lobo gigante, mas consigo destruí-lo após desferir um único golpe de espada, aparentemente Alucard é bem poderoso. Entro no castelo, um corredor escuro com som de janelas batendo, após caminhar um pouco as luzes se acendem e a música começa como me recebendo. Uma das muitas músicas maravilhosas que compõem a trilha sonora deste jogo. Fui caminhando e matando alguns monstros, e descobri que ganhava 1 ponto de HP de vez em quando, o que percebi mais tarde, que era porque eu estava subindo de level, conceito este totalmente impensável por mim nesse estilo de jogo.

Adorei jogar com o poderoso Alucard que poderia matar qualquer monstro com apenas um golpe, porém, poucos minutos depois descobri que nem tudo eram flores, a própria morte encarnada apareceu e roubou todos os meus equipamentos, me deixando literalmente de mãos vazias! O primeiro inimigo que encontrei após isso me deu uma espada, mas nem de longe lembrava a poderosa espada que Alucard usava anteriormente, mas tudo bem. Sigo em frente e descubro uma nova área dentro do castelo, “Alguma coisa laboratory” outra música legal e mais um cenário lindamente detalhado, como já estava com pouquíssimo HP acabo morrendo e GAME OVER! Sem chance de continue nem nada. Foi então que descobri que minha falta de memory card iria finalmente fazer alguma diferença e transformar esse jogo em um enorme desafio.

Cease this foolishness.
(Death)

Recomecei o jogo várias vezes, sempre morrendo após chegar a um desafio um pouco maior. Cada novo chefão ou inimigo de maior dificuldade era certeza de encontro com a tão temida tela de game over, morrendo muitas vezes no mesmo lugar e tendo sempre que recomeçar do nada. Era algo extremamente frustrante e muitas vezes eu desligava meu Playstation com aquela sensação de derrota.

Vez ou outra minha mãe ficava me olhando recomeçar e recomeçar várias vezes, eu nunca pedi um memory card, mas acho que ela percebia minha frustração e dizia que quando fosse possível iria me comprar a “pecinha pra salvar o jogo”, e que enquanto isso era melhor eu esperar ao invés de ficar jogando sempre a mesma parte do game.

Naquela época um memory card não era nada barato, e havia apenas um ou outro lugar na minha cidade para se comprar, e eu sabia que ainda iria demorar muito até conseguir um, pensei em pegar emprestado com algum amigo, mas se já era difícil conseguir um jogo emprestado, um memory card era impossível. O único jeito seria mesmo desistir e esperar.

I will not.
Not while there is a breath in my body.

(Alucard)

Mas com o passar do tempo eu estava ficando cada vez melhor, descobri que os save points não eram assim tão inúteis e que, apesar de não poder salvar, eles restauravam meu HP e MP. Depois que descobri isso me vida ficou muito mais fácil, eu conhecia bem o movimento dos inimigos comuns, e havia desenvolvido táticas para os mais difíceis, sabia onde encontrar os melhores itens, aprendi as magias, e tinha um mapa mental dos atalhos para os pontos chave do castelo e tudo mais. Não iria desistir ou esperar.

Eu já havia me deparado novamente com a mesma escadaria que me levava à torre do Drácula quando jogava com Richter Belmont, mas jogando com Alucard, a escadaria estava parcialmente destruída e eu não conseguia chegar à torre pelos meios tradicionais, porém, cada vez eu chegava mais e mais longe adentro do castelo, descobrindo novos segredos a cada recomeço, algumas vezes tendo que parar por falta de tempo e não mais por que havia morrido. Mais cedo ou mais tarde eu iria terminar o jogo.

E acabou sendo mais cedo quando me deparei novamente com o outro lado daquela escadaria, dessa vez controlando Alucard, mas, para minha surpresa, quem me esperava naquela sala não era o Drácula e sim Richter Belmont, que anteriormente já havia se apresentado a Alucard como Lorde do Castelo. Não liguei muito pra isso na hora e parti pra cima dele, afinal ele era o chefe final, a única coisa que estava entre mim e o final do jogo. Claro que acabei perdendo e vendo a tela de game over mais uma vez.

I’ve come to destroy this castle.
(Alucard)

Após algumas tentativas percebi que o fato de conhecer muito bem o castelo e saber como chegar rapidamente para enfrentar Richter era na verdade uma desvantagem, pois, apesar de chegar lá cada vez mais rápido, também chegava com um level mais baixo, com equipamentos piores e com uma menor quantidade de itens de cura. A pressa era mesmo inimiga da perfeição.

Decidi separar um final de semana para jogar com bastante calma, preparar bons itens e chegar razoavelmente preparado para enfrentar o Richter, nada assim tão bom, apenas o suficiente para completar as “habilidades castlevánicas” que havia adquirido.

Tendo muito tempo para pensar, fiquei desconfiado do porquê de enfrentar Richter onde supostamente deveria encontrar o Conde Dracula, e prestando um pouco mais de atenção na história acabei por achar que havia algo de errado, de que talvez aquele objetivo final estivesse bem mais além no horizonte do que eu imaginava.

Mesmo com toda a incerteza segui até o final com meus planos, e nesse final de semana eu derrotei Richter Belmont! Eu estava apreensivo, será este realmente o final? E era! Após alguns diálogos a tela escureceu e aparecia uma cena em que Alucard e Maria (uma mulher que aparece no decorrer do jogo) conversavam sobre o que tinha acontecido, enquanto ao fundo jaziam as ruínas do castelo. Logo em seguida os créditos subiram! Eu finalmente havia conseguido! Ao menos era isso o que eu pensava…

Confira amanhã aqui no NowLoading o desfecho da Start Pausa #40 !

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