PoP: The Forgotten Sands
fev
12

FlashGames: Achievement Unlock

Flash Game

Sugestão do Slash/Rick

O Jogo

Você é um Achievement Whore Hunter? Então prove, platinando Achievement Unlocked!

Com a premissa de abrir todas as conquistas, Achievement Unlocked serve tanto a jogadores casuais com conquistas pequenas, tipo ande para a direita, ande para esquerda, sobreviva 10 segundos, etc, quanto jogadores hardcores, com conquistas de achar lugares escondidos e outros. São ao todo 100 possíveis achievements!

Então o que está esperando? Faça 100% e esfregue na cara de seus amiguinhos! Pois como dizem, quem precisa de jogabilidade, história, bosses, personagens e tudo mais quando se tem achievemets?

Controles

Movimento: Setas

Crítica

Achievement Unlock é um jogo que desafia sua capacidade de caçar conquistas! E isso pode ser fácil ou extremamente difícil. A grande sacada do jogo é que TUDO que você faz ganha um achievement. Desde andar até carregar o jogo é uma janelinha subindo. Nos primeiros 30 segundos mesmo do jogo é um caos! Achievements liberados toda hora sem você nem entender o que está acontecendo.

Mas claro, essa tranquiliadade acaba depois de uns 2 minutos de jogo e vira uma caçada mais difícil. Alguns achievements estão bem escondidos, mesmo sendo óbvios. É preciso um pouco de malícia e entender que realmente tudo que fizer tem grande potencial para aumentar seus pontos!

Mantendo minha tradição, não consegui os 100%, ficando em uns 95%+-. Mas e você? Não perca mais tempo e aproveite totalmente tudo que esse jogo tem a te oferecer: Achievements.

Dúvidas ou sugestões de flash games mandem para: x@nowloading.com.br

Comente!

fev
11

SQ: GR Future Soldier, Rooms & Rockman 2 Neta

Sessão Quinta

E vamos para mais uma Sessão Quinta aqui no NowLoading!

Começando hoje com o novo teaser do mais novo Ghost Recon, série que pertence a Ubisoft e é inspirada nos romances de Tom Clancy’s, que por sua vez, também inspirou os jogos de Rainbow Six e Splinter Cell.

Ghost Recon Future Soldier ainda não possui muitos detalhes, mas aparentemente seguirá o mesmo estilo do último titulo da série, Ghost Recon Advanced War, lançado em 2007. O game é um FPS de ação militar e missões com grupos de elite de um fictício exército americano chamado Ghost Recon (Esquadrão Fantasma).

Enquanto não temos mais detalhes, confiram o teaser do jogo que está previsto para o fim desse ano para X360, PS3 e PC.

Continuando com um game da Hudson. Um dos finalistas do IGF2007, a Independent Game Festival que já foi comentado aqui (lembra do Limbo?), Rooms : The Main Building, é mais um jogo indie, que teve os direitos comprados pela Hudson, a chegar as plataformas de Wii e DS, com um design muito bonito e uma jogabilidade diferenciada.

Por ser um puzzle game misturado com plataforma, o jogo cai perfeitamente em um DS, graças ao uso da stylus e por possuir fases curtas, típico game de banheiro. O jogo ainda traz um editor de levels e mais de 80 puzzles, com previsão de lançamento para esse ano ainda para ambas as plataformas.

E finalizando com a sugestão do ouvinte Hellhound que mandou um vídeo meio surreal onde nosso querido robô azul que tem espasmos quando pula enfrenta os 8 robôs da série megaman 2, todos de uma só vez!

Parece mais uma daquelas vídeo-montagens que rolam na internet, mas não é. Rockman 2 Neta é um fan-made onde você pode se desafiar ao extremo e enfrentar todos os 8 robôs de uma vez só! Fica aí o link para download e vídeo da proeza desse japonês!

E ficamos por aqui com mais esta Sessão Quinta. Caso queiram mandar sugestões, fazer críticas, elogios ou comentários, mandem e-mails para diego@nowloading.com.br.

Até semana que vem e Mission Complete!

Comente!

fev
10

Underground Gaming #24: World Games

Underground Gaming

Esporte, o bicho de sete cabeças dos gamers. Não tem como mentir, a maioria dos jogadores são sedentários. Esporte? Sim, pela TV ou, no máximo, nos consoles. Quem aqui não adora futebol, curte ver os jogos do seu time do coração, bate uma bolinha no Fifa ou PES, no entanto, não joga uma pelada real a anos? É. Esporte não é o forte da nossa vida, temos que admitir. Ok, mas o que isso tem a ver com a coluna? — deve estar se perguntando o interpreto leitor. Tudo! Até os assuntos menos relacionados com a Underground Gaming têm, no fundo, alguma coisa relacionada, alguma coisa bizarra!

Desta vez vasculhei fundo. Abri antigas revistas, debulhei jogos da prateleira e achei um antigo título para NES que foi lançado no ocidente e todos vão querer jogar. Estou falando de:

World Games

Em 1989, uma empresa conhecida por todos (sempre mentira) chamada Epyx, desenvolve o que seria o supra-sumo das olimpíadas bizarras do universo: World Games. Não, não vá pensando que estou falando de mais um jogo de olimpíadas no estilo do maravilhoso Barcelona 92. A idéia por trás desta surpresa foi juntar diversos esportes pouco conhecidos de muitos, mas que fazem sucesso em alguns países. Daí já viu: não espere 100 metros rasos.

Claro, muita coisa que será vista no jogo não causará espanto. Descer uma grande montanha nevada de skis nunca foi surpresa e ele está presente no jogo. Assim como sumô que, embora pouco visto nos jogos, não gera assombro a ninguém. O legal são os estranhos, desconhecidos, bizarros e assustadores. Quer um exemplo? Arremesso de toras de madeira, muito conhecido na Escócia! Tem esporte mais empolgante que esse? Acho difícil. Adeus futebol, baseball, ou seja, lá o esporte que você goste. Tocar toras de madeira longe é muito mais divertido. E não é fácil. Elas são grandes e pesadas, precisa de uma estratégia toda elaborada para garantir que ela vá a longa distância, não é só sair jogando de qualquer forma. Muita cuca no lance.

Se mesmo assim não te surpreendeu ainda, talvez seja o esporte errado. Que tal saltar barris de patins? Escolha quantos você quer tentar, pegue um pouco de espaço, corra e pule! Quanto mais barris mais pontos, óbvio. É um desafio e tanto, ainda mais usando uma roupa toda apertadinha azul. Um peido, uma explosão.

Continuando nos esportes radicais que pouco conhecemos, ainda passamos pela clássica corrida sobre troncos. Lembra? Um tronco dentro d’água, corra no ritmo da sua dupla e ganha quem aguntar mais tempo sem cair. Não é fácil não! Arriscando um pouco mais ainda podemos ir até coisas como saltar do topo de montanhas altíssimas, arriscando nos debater em pedras pontiagudas para, no final das contas, cair perfeitamente dentro do mar que quebra na enseada. É ariscado demais, eu sei. A adrenalina corre solta pelas veias do cão sem amor a vida que você se tornou. Ainda mais quando temos no pé da montanha uma ave idiota que fica rindo de tudo.

Existe também um esporte muito conhecido por nós brasileiros, especialmente o pessoal do interior de São Paulo: rodeio. É querido leitor— SEGURA PEÃO! É muito legal lutar contra a fera maluca de chifres e tentar ficar o máximo de tempo em cima do belzebu. Novamente não é fácil, muito pelo contrário, é um dos esportes mais difíceis de todo o game. Eu adoro. Gosto mesmo de sentar no touro e pular em cima dele assando minha bunda loucamente!

Uma pena que nunca mais tivemos nada no gênero. Nada que juntasse milhares de esportes pouco conhecidos. Muita coisa boa ficou de fora é claro: a corrida do queijo que acontece todos os anos na Grã-Bretanha, o monociclismo de montanhas que ocorre nos Estados Unidos (A-D-O-R-O), e o maravilhoso Sepaktakraw, uma mistura de futevôlei com artes marcias que surgiu na Malásia. Quem sabe um dia o NowLoading não dê dinheiro e não criamos uma série de jogos? Eu fico com a parte bizarra!

World Games vale muito a pena. Primeiro porque vocês precisam conhecer jogos antigos. Não só os mais recentes que mostro a todos. Segundo que não requer muito tempo para aprender a jogar e é em inglês.

Para ver melhor como World Game é, basta ver o gameplay abaixo. Espero que goste:

Críticas, sugestões, dinheiro? Mande um e-mail para pablo@nowloading.com.br ou siga-me no twitter:@pabloprime

Até semana que vem!

Comente!

fev
10

Indie Loading #3 – Gravity Bone

Na interminável busca de jogos independentes, nunca sabemos o que vamos encontrar, podem ser incansáveis plataformas defeituosos ou Beat’em UPs feitos via engines prontas, mas o que aprendi é que: Não é raro encontrar algo inovador ou diferente.

Depois da coluna passar a existir, enxurradas de mensagens via comentários e twitter deram boas bases para iniciar a busca deste título que trago desta vez no Indie Loading. Ainda na abordagem de jogos gratuitos (calma calma, falarei dos Indies Pagos), trago essa pérola que já conhecia, mas me foi recomendada pelo Bruno Briante mesmo assim. E como autor do Geekpobre, alguma coisa sobre grátis e qualidade ele deve entender!

Nome do Jogo: Gravity Bone
Gênero: FPA (First Person Adventure)
Roda em: Windows
Suporte a Joystick: Sim (Inclusive no modo FPS com 2 Analógicos)
Web Site: Oficial
Download: Baixar

Gravity Bone

Se eu pudesse usar qualquer termo para descrever, o que mais se encaixou foi o “estranho incômodo imersivo”. O jogo é jogado como qualquer FPS, Golden Eye, Duke Nuken dentre outros, só que o porém é que Gravity Bone é ambientado em um universo muito real, com seres completamente irreais, daí temos o estranho. O incômodo vem do fato que nos primeiros cinco segundos, você sente estar controlando um “jogo de tiro”  qualquer, mas o mundo e os objetivos não se encaixam no adjetivo “qualquer”. E o imersivo vem do fato que assim que superados, os dois primeiros fatores, o jogo se torna um vício.

Assim começa!

Confira seu objetivo apertando o botão de ação!

Sem muita introdução, temos você, que aparece em uma festa, e tem em suas mãos uma missão, trazendo com o botão de ação para sua frente as instruções do que fazer. Não muito distante deste início, muito bem situado e colocado estão os tutoriais do jogo. Com essas informações, fica a cargo de você, com conhecimento básico de jogabilidade no estilo FPS cumprir as diferentes missões dadas a você, com pequenos “plot twists” (mudanças na trama), perseguições e intrigas.


Será que todos na festa leram o tutorial?

Com um visual aparentemente estranho, o jogo demora a se tornar real a seus olhos por ter um mundo tão detalhados e humanos lúdicos e cômicos, mas aí vem o charme, querer ver onde aquilo vai dar.

Investigativo, charmoso, bem ambientado, Gravity Bone trará algumas horas de diversão otimizada rodando até em monitores com resolução de 1680×1050 liso como um vídeo do youtube, não comprometendo em nada a experiência e as horas que vocês leitores dedicarão a esse clássico daqueles que sofrem da nossa maldição!

Vilã? Heroína? Ruiva Sensual? Fotógrafa? Papercraft?

Em conclusão, este jogo é bom prestigiar esse tipo de trabalho, a atenção mínima a detalhes de cenário e acabamento técnico do jogo que o criador desta pérola colocou ao dedicar seu tempo em criá-la e mais surpreendente, não cobrar nada por isso. Gravity Bone não deve nada a muitas decepções que já encontrei na PSN e na Live Arcade, por isso não deixe de dar uma chance, e gostando ou não volte aqui e comente!

Para sugestões, críticas, elogios, pragas, e receitas que envolvam bacon, podem falar pelo twitter do Tio Vivacqua!

Comente!

fev
09

START PAUSA #38

Olá gamers de todas as eras! Sejam muito bem vindos a mais uma Start Pausa aqui no NowLoading!

Uma das coisas que eu mais acho legal nas Start Pausas são os tipos de história e os modos que cada um que me escreve, as conta. A de hoje não é diferente! Para início de conversa, quem nos escreve hoje não é apenas um leitor do blog, nem só um ouvinte. Mas além de ser um pouco dos dois, ele é o nowloader Pablo.Prime que resolveu contribuir também para a coluna trazendo toda a sua experiência, totalmente imersiva, em Battlefield 1943. Vale a pena conferir!

Mas e você? Não quer contribuir também? A vida dessa coluna depende de vocês! Estejam convidados a participar com seus relatos, mandando e-mails para diego@nowloading.com.br.

Game: Battlefield: 1943
Desenvolvedora: Eletronic Arts
Gênero: FPS
Console: XBLA e PSN
Player: Pablo Rozados

Ilha de Quadacanal, o dia e mês que estou eu não sei bem. Provavelmente culpa dos longos meses que passei dentro do porta-aviões vindo para cá. A única certeza que tenho é o ano: 1943.

A minha manhã começou movimentada. Gritaria logo cedo, café às pressas com oficiais gritando ordens para a tripulação. Lembro apenas de vestir todo o uniforme e carregar as armas, tarefa que fazia bons dias que não me era requisitado. Demoro, ouço xingões pela lerdeza, como meu pão devagar e descansado fingindo que nenhuma ordem era para mim. Meu desjejum é interrompido com um tapa na cabeça, um pão aos ares e a ordem de subir no exato momento para o convés. Eu vou. No exército você pode até ser durão, mas só para baixo.

No convés preciso ser rápido e ir para os cantos. Aviões decolam a todo instante da curta pista que o porta-aviões oferece. Parecem brigar para ver quem vai decolar primeiro. Na água vejo diversos navios-transporte-tropas indo em direção da ilha. Nós apelidamos essas pequenas embarcações de abatedouros, já que todo mundo vai exprimindo dentro do barco e a única porta é na frente. Quando ela abre, soldado; você só pode correr para a morte.

Como demorei e enrolei fui sozinho dentro de um deles. Algo raro pelo custo do material. Achei que meu superior ia me mandar ir a nado, contudo alguém precisava levar duas ponto 50 até o setor B. Faltei essa aula. Não sabia onde era o setor B e, para piorar, a ilha não tinha aquelas placas de estacionamento dizendo: “Memorize onde seu barco está: Setor B”.

Velejei até a ponta da ilha de água absurdamente cristalina. Era bem diferente do que eu estava acostumado nas praias da Califórnia que meu pai me levava todo o verão. As palmeiras, terra branca como nuvem e água esverdeada e cristalina me deixavam maravilhado. Juro que pensei em ficar de cuecas e aproveitar a praia. O dia estava quente, eu tinha ração que renderia um bom pequinique, o que mais precisava? Só mudei de idéia quando ouvi o barulho ensurdecedor de dois Zeros voando sobre minha cabeça. Gelei companheiro. As metralhadoras destes aviões me transformam em purê de batatas sem nem precisar cozinhar primeiro. O cenário paradisíaco saiu de cena e me mostrou que eu estava ali para combater os japoneses. Ouvi os barulhos disparando suas metralhadoras. A morte passou por cima de mim e não me escolheu, me safei desta vez.

A guerra lembra muito um jogo de pegue as bandeiras. Você e seus amigos correm, botam uma bandeira em um local enquanto uma parte avança para outro ponto. Se você for um dos designados a ficar esperando sem avançar sua missão é, basicamente, rezar para que ninguém apareça. Não era meu caso. Eu ainda estava avançando meio sem rumo e pensando onde ficar. Como atirador de elite eu passo mais tempo sozinho o que me deixa pensar na vida e no que preciso fazer. O que que eu to fazendo aqui?

Corpos decompostos são nojentos e sofríveis. Nojento porque todo mundo sente nojo deste tipo de coisa, certo? Sofrível, pois dói no peito pensar que um companheiro tem que estar naquela situação. Nem teu inimigo merece isso. Passei por vários até agora. A maioria de americanos assim como eu. No rádio sei que estamos fazendo bonito e avançando. Metade da ilha é nossa e outra metade dos amarelos. Somando os mortos para os dois lados ainda estamos no zero a zero.

Um farol alto me chama a atenção. Ótimo para um atirador de elite, mas perigoso. Todas as atenções dos atiradores de elite deles devem estar voltadas para o farol, subir lá é arriscado. Acho melhor me esconder dentro de uma casa que tem próxima a ele. A casa é bem localizada, com janelas por todos os lados e apenas uma porta atrás de mim. Quem quiser entrar vai ter que desfilar por três ou quatro janelas me dando tempo para pensar e emboscar. Um pouco mais para baixo, descendo uma ribanceira, tem um jipe japonês abandonado. Já tenho até uma rota de fuga feita. Agora o circo está armado e só preciso saber se eu vou ser o leão ou o palhaço.

Pela luneta vejo o espetáculo. Tanques americanos invadindo um morro no fim da ilha. De formação vulcânica a terra nesta parte é escura como a noite. O mesmo tanque que subia o morro desce em chamas quando um zero solta a bomba em cima do blindado. Não tem como fugir, soldado frita lá dentro. Do outro lado da ilha um grupo de japoneses desembarca em pequenos botes e são surpreendidos por um pelotão americano que estava esperando a chegada deles. O mar fica vermelho de tanto sangue. Eu pensava que era amarelo, mas não é da mesma cor que nós, no entanto e deles é mais gostoso de ver.

A comunicação com meu time é bastante tímida. Sei que alguns pelotões estão separados em pequenos grupos agindo como mercenários solitários. O resto, como eu, se resume a pequenos comentários de localização como: —Quatro japoneses no flanco direito. —grito no rádio. Eu ajudo mesmo. Graças a minha arma de precisão eu acabo observando bem mais o campo e ajudo passando ordens e dicas de sobrevivência. Numa dessas foi minha vez de ser avisado: —Cabo Prime, blindado indo as seis horas. Um a pé, mesma localização, copiou? — gritam do outro lado. Suei frio novamente. Ao me virar noto que eles estão realmente pertos. Eu fiz uma estratégia para pessoas, certa? Blindados não estavam na minha lista. Para piorar, além do canhão tinha um japa na ponto 50 superior com uma agilidade muito maior que o rotor do tanque. O que vinha a pé estava atrás do tanque, sentindo-se desprotegido, logo, não era problema.

Certo, vou correr até o jipe e fugir daqui. Abro a porta e saio como louco. Eu não me lembro de descer a ribanceira, lembro de rolar ela me debatendo feita lebre abatida. No mesmo momento que chego ao veículo ouço os barulhos da metralhadora na minha direção. Ferrou parceiro. Me viram! Não tenho dúvida, meto os três explosivos C4 ao redor do carro e perto do tanque de gasolina. Se eu explodir levo até os netos deles para o céu. — Cansei do zero a zero, hoje eu vou fazer um a um. — falo no rádio enquanto preparo meu suicídio voluntário. Tenho certeza que mais da metade de quem ouviu não entendeu. A guerra não é lugar para heróis solitários, ainda mais para mim que nem capa tinha. A idéia é simples: tentar dirigir vivo até o blindado, abandonar o jipe e correr para me proteger o mais longe possível da explosão. Não sei da onde eu tive a idéia de por os quatro explosivos de uma vez só, um deles já era o suficiente.

O tempo de pensar acabou! Agora preciso ser irracional e dirigir esta droga até lá. Subo no motorista, bato arranque algumas vezes e o coitado pega no tranco. Sigo uma pequena estrada e saio exatamente atrás deles. No desespero, em meio a uma overdose de adrenalina aponto o carro e me choco a 40km/h contra a traseira do tanque. Saio do carro correndo, olhando para o soldado que estava segurando a ponto 50 e que perde o equilíbrio com o choque. Corro em direção ao mato rezando para achar um lugar para me esconder. Ferrou, ferrou! Um calor percorre minha espinha e, milésimos de segundos depois, um frio desce no caminho inverso. A dificuldade absurda de respirar me indica uma coisa: meu pulmão foi perfurado e vou acabar me afogando no próprio sangue. Cacete, tava tudo dando certo! O incrível é que tudo aconteceu tão rápido e mesmo assim parece que faz horas que saí do carro. Consigo achar o responsável. O cara estava dentro de um bunker com um rifle Arisaka 99. Só me restou apertar o detonador e mandar o blindado e o outro soldado para a casa do Buda. A explosão foi bonita de ver. Vamos aos cálculos: Dois dentro do tanque e um a pé são três. Placar final: 3 a 1. É, eu ganhei! No meio do fogo vejo novamente a morte, desta vez ela olha para mim e faz um sinal como o dedo dizendo que já vai aí me ver. Sem pressa, dona morte. Tome o tempo que for preciso. Eu to bem, to na praia descansado. A pressa é sua. O tempo passa como uma numeração em contagem regressiva.

Ferrou! Vou dar respawn no porta-aviões novamente. Alguém troca de fase, por favor?

Comente!