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Start Pausa #11
Olá Gamers! Está de volta a coluna mais saudosista do NowLoading!
A partir de hoje eu estarei dando continuidade ao trabalho do Vinícius Schiavini e postando uma história da era 16 bits para baixo, toda terça-feira aqui no site. Mas o sucesso dessa coluna depende de vocês, por isso se quiserem suas histórias contadas aqui, mandem emails para diego@nowloading.com.br.
Conto com vocês! Fiquem aí com o relato dessa Start Pausa.
Cartucho: Zelda: A Link to the Past
Desenvolvedora: Nintendo
Plataforma: Super Nintendo
Sinopse: Um malvado feiticeiro chamado Agahnim toma o controle de Hyrule e usa seu poder para libertar Ganon de sua prisão no Dark World. Após resgatar a Princesa Zelda das garras de Agahnim, Link liberta os descendentes dos Sete Sábios e fortalece o selo mágico feito para manter Ganon preso em segurança.
Player: Mário Oirám
Zelda: A Link to the Past. Este título ressoa em minha mente até hoje, lembranças da minha iniciação gamística atráves do SNES e Mega Drive. Um dos primeiros jogos que tive. Presente de meus pais ou talvez de uma tia, não me recordo exatamente.
A Link to the Past era um dos jogos que mais gostava, não exatamente pela jogabilidade, gráficos, música ou qualquer outro elemento do gênero. Eu gostava da concepção do jogo, da história, do universo fantasioso que criava em mim uma atmosfera mística. Na verdade eu era um péssimo jogador de Zelda, ficava com medo dos calabouços e, às vezes, me restringia apenas a passear por Hyrule, visitando lugares que gostava. Na época eu era uma criança, e quando outras vinham em casa para jogar comigo eu sempre colocava o Zelda. Como todos sabem é um jogo de um jogador, mas eu ignorava esse fato.
No início, quando Link resgatava Zelda do calabouço eu entregava o segundo controle para outro indivíduo e o instruia a guiar a princesa. Minha intenção não era enganá-lo, eu apenas acreditava dentro do meu universo particular que Zelda poderia ser controlada pela força da mente. Eu queria que ela fosse jogável e mesmo sabendo que isso não acontecia, de uma certa forma, acontecia para mim.
Voltando à Hyrule, eu achava de início que o protagonista era Zelda, como muitos. Depois de um tempo soube que o encapuzado verde se chamava Link e antes de saber que significava Elo, eu me questionava “A Lenda de Zelda : Um Link para o Passado”? Porque queriam enviar o Link para o passado? Será que ele deveria ter feito algo para mudar o destino de Hyrule? Isso me faz lembrar de um certo conhecido que disse: the car, the legend… o carro, a legenda.
Outra coisa curiosa, eu gostava de visitar a Vila Kakariko e o cemitério. Ao contrário da vida real, pois até hoje eu tenho medo de passar por cemitérios e nunca entrei em um de verdade. Eu gostava em especial das galinhas da Vila Kakariko, tanto que um dia eu resolvi pegar o manual do jogo (que por sinal gostava quase até mais do que o jogo em si) e escrevi várias vezes as palavras “Galinha” e “Cemitério”, como se ao escrevê-las e guardá-las eu estivesse protegendo a existência delas por toda a eternidade assim como uma vez que gravei o Internet Explorer num disquete ZIP e achei que a internet estaria protegida e ao meu serviço. Alguns chamam de TOC ou outro distúrbio, mas prefiro a seguinte máxima “a loucura está à um passo da genialidade”.
Em Zelda, eu só sabia da existência dos pendantes. Só descobri que havia muito mais à se fazer anos depois, pois como disse anteriormente, o jogo era um tour para mim, não uma jornada. Por falar em jornada, nessa mesma época eu estava me preparando para viajar para os Estados Unidos. Antes de viajar, eu peguei uma câmera e comecei a fotografar cenas do game, todos os lugares que eu gostava, inclusive galinhas e cemitérios. Para meu desespero as fotos se revelaram apenas como imagens da TV com a tela meio borrada.
Lembro-me de quando Link se tornou um coelho no Dark World: eu achava aquilo incrível! Adorava Dark World, era como um tour noturno para mim. Como Hyrule sempre estava de dia, ver o mesmo mundo só que deturpado e numa perspectiva noturna com o personagem coelho me fazia pensar em me transformar numa criatura sobrenatural e sair vagando pelo meu mundo noturno surreal, como se numa realidade paralela.
Também gostava do Santuário, era um dos poucos lugares que me sentia seguro. Afinal, embora só fizesse meu tour pelo jogo, ainda precisava matar os outros antes que me matassem. Nesse mesmo período, comecei a ter visões do lugar onde Link obtém a Master Sword. Eu via aquele lugar impresso em minha mente, sonhava com ele de olhos abertos e fechados e associava à outros lugares. Era um tanto místico, espiritual.
Zelda: A Link to the past , assim como tantos outros jogos da franquia e tantos outros de inúmeros consoles desenvolveram parte do que sou e são lembranças inesquecíveis. Não se pode descrever em palavras a sensação exata do que foi. Algumas lembranças são claras, outras são meio confusas, mas dentro de cada uma há um universo a se destrinchar.















@Rodolfo Santana
Olá Rodolfo!
Cara, o foco é 16 bits pra baixo sim, mas se rolar histórias interessantes sobre outras gerações pode ser que a coluna tome outro rumo. Acho que até a gente pode expandir para 32, no maximo 64 bits se forem games bem nostálgicos =D
pode mandar que mesmo que não entre agora no site elas poderão ter seu espaço aqui tb
Ok, esclarecido! A mnha dúvida anterior era se a coluna iria falar SOMENTE sobre a era 16-bit, e não mais sobre as ANTERIORES. Valeu! []’s