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START PAUSA #37
Olá gamers de todas as eras! Sejam muito bem vindos a mais uma Start Pausa aqui no NowLoading!
Alguns jogos de Survival Horror tem esse poder de criar atmosferas que transcendem a tela da Televisão. Mas e você? Já se sentiu tão imerso em um jogo a ponto da realidade te pregar uma peça? Hoje temos mais uma história do nosso querido colaborador Ogro Himself, também conhecido como Thiago Salvador e dono da coluna SaveState! Confiram!
Estejam convidados a participar com seus relatos, mandando e-mails para diego@nowloading.com.br. A vida dessa coluna depende de vocês!
Game: Enemy Zero
Desenvolvedora: WARP
Gênero: Horror, FPS, Adventure
Console: Sega Saturn e PC
Resumo: A bordo de uma espaçonave com longos e escuros corredores, Laura deve enfrentar uma ameça alienígena de monstros invisíveis
Player:: Thiago Salvador
Não sou particularmente fã de jogos de terror, mas joguei uma quantidade razoável desse gênero. Muitos deles me fizeram passar por momentos tensos e memoráveis. Acho que esse é o tipo de game que assistir alguém jogando é tão memorável quanto jogar você mesmo. Em um bom jogo de terror, a tensão não se dissipa mesmo quando não estamos sozinhos na sala.
Muitos jogos de terror são mais assustadores do que amedrontadores. Dead Space é um bom exemplo: apesar da ameaça sinistra que os necromorphs representam, é dificil sentir-se realmente ameaçado quando se usa uma armadura invocada e as maiores power tools da galáxia. Não que isso tire o mérito do terror de Dead Space, pelo contrário: quando nos sentimos confiantes dilacerando monstros com raios lazer, ele joga a próxima criatura sinistra que nos faz molhar o traje blindado de engenheiro espacial.
Jogos amedrontadores usam um ambiente opressor para criar um clima de medo em vez de tentar te assustar com monstros que aparecem repentinamente. O personagem principal pode ter algum método de defesa, mas ele não deve ser tão efetivo a ponto de tornar a partida uma matança de zumbis. Na série Clock Tower temos adolescentes desarmadas e em pânico encarando maníacos homicidas. Em Silent Hill, um sujeito comum com um pedaço de pau contra uma cidade infestada de criaturas do além. E temos Enemy Zero, o jogo mais amedrontador já feito.
Antes do meu relato, permitam-me deixar uma coisa clara: o jogo não é bom. A sua porção FPS tem labirintos de corredores muito repetitivos sem poder acessar o mapa no menu do jogo. Encontre uma sala, encontre um mapa e o memorize. Os puzzles são muito simplistas ou sem sentido. A exploração usa animações em CG interativas que na época do Saturn eram lentas, com jogabilidade travada e tiravam qualquer um do sério. E os gráficos envelheceram demais, já eram muito ultrapassados na época do PS2.
Por isso que sempre preferi assistir alguem jogando E0 do que jogar eu mesmo. Meu amigo dono de Saturn já havia me mostrado o game algumas vezes, mas nunca dei atenção para aquele jogo de corredores escuros que apitava beep-beep-beep o tempo inteiro. Até que em uma noite de games, RPG e birita com a galera, E0 virou a atração principal da madrugada.
O plot é inspirado na série de filmes Alien. A protagonista Laura acorda da sua camara de animação suspensa por conta de uma infestação alienígena na nave. Já na CG de abertura a tensão começa a se construir: os aliens são criaturas invisíveis. A única maneira de encontrá-los é através de um sonar que indica a direção e distância do próximo inimigo. O tom agudo indica um monstro a sua frente, tom médio ao lado, tom grave atrás. Quanto mais rápido o sinal, mais próximo o monstro está.
Ameaça invisível, corredores escuros e
Beep…. Beep…. Beep…. Beep….
A espaçonave não possui armamentos pesados, capazes de danificar sua estrutura. A única defesa de Laura é uma pistola que possui um mecanismo para evitar disparos acidentais, carregando o tiro por alguns segundos (como o Buster do Megaman) antes de atirar. E se o timming não for perfeito, a carga se perde e tem que carregar novamente. E o alcance do disparo é ridículo.
Ameaça invisível, corredores escuros, arma inútil. Alguns assistiam a partida abraçando os próprios joelhos em posição fetal. Grito de monstro, arma carregando, o maldito sonar que fica mais rápido conforme a criatura se aproxima
Beep. Beep. Beep. Beep. Beep. Beep. Beep.
Durante o jogo encontramos outros tripulantes da espaçonave Aki. Todos acabam encontrando uma terrível sinistra nas mãos das criaturas, menos Laura, que segue pelos corredores escuros, resolvendo puzzles, ouvindo
BeepBeepBeepBeepBeepBeepBeepBeepBeepBeep…
O dia começou a clarear, e meu amigo travou em um labirinto com três criaturas invisíveis. Encerramos a jogatina daquela noite e fomos recolher a bagunça. Todos estávamos em silêncio, pelo cansaço e tensão das últimas horas.
Triiiiiiiiiiiiim!!! Triiiiiiiiiiiiim!!! Triiiiiiiiiiiiim!!! Triiiiiiiiiiiiim!!!
Eu pulei de costas para a parede e procurei a direção da ameaça. Outro deixou a mochila cair no chão. Todos ficamos de olhos arregalados, sem entender o que acontecia por um instante… até o dono da casa atender o maldito telefone.
















Parabéns, diego pela coluna ótima, e ao ogro, que compartilhou conosco sua "maravilhosa" expêriencia
Terror trash, HAUHuaha história pra filme de sessão da tarde, tipo zathura
Poha
Eu tb assiti muito esse jogo e não achava nada velho, pra ser sincero tinha saído do SNES era tudo novo!! aquelas CG's ficava com um medo do k7.
E era muito comédia, o meu primo jogava (guiava), o irmão dele do lado esquerdo e eu do direito no sofá e um amigo bem mais velho lendo o detonado.
Aquela viagem foda, um medo terrível e risos! como assim?
o dono do videogame se confundia entre direita/esquerda então era: "agora vire(vinicius) isso vá até o fim do corredor… isso agora vire(diego) vai ter um elevador!" kkkkkkkk
daí se pode imaginar como que era…
mas guardo feliz a lembrança do que o jogo foi pra mim na época. (era tão foda que tinha 4 cds) sem dúvida a melhor capa da locadora (do japones).
depois vieram várias idéias de como incorporar o sistema onde nós seriamos os aliens e um outro usária um fone pra apitar… mas isso jah outra coisa kkkk
Valew
Haha, muito legal! Adorei a idéia dos monstros serem invisiveis!
Nunca se viam eles? Maneiro pro designer
Só não entendi esse "Todos acabam encontrando uma terrível sinistra nas mãos das criaturas"
"uma terrivel e sinistra MORTE nas maos das criaturas"
faltou uma palavra ali =P
Eu fui no dicionário me certificar se "sinistra" não seria um substantivo
E pior que realmente pode ser, significa "mão esquerda".
O que fica estranho, encontrar uma mão esquerda nas mãos das criaturas
kkkkkkkkkk
tu eh loko AUSHUSHAUSHUAHSUAHSU
UHAUahuHAHUauhauh Muito bom!!!Eu acho que jamais conseguiria jogar esse jogo ou de medo ou de não conseguir matar os bicho.Muito bom mesmo todos que ja jogaram jogos de terror devem ter historias como essa para contar muito bom!
aconteceu algo parecido na casa de um amigo, uma turma assistindo O Chamado e o telefone toca no meio do filme, nem lembro quem atendeu mas ficou um clima muito estranho nos minutos que sucederam posteriormente a isso.
Conheço quem fica com medo de ir tomar água depois de jogar silent hill…..
eu não estava com sede ¬¬
Ih rapaz, se incriminou sozinho
eu não estava com sede ¬¬²
pior é vc me impedir de beber agua no trabalho ¬¬
HAHAHAHAHAH
Se fosse eu na hora do telefone tocando, certamente eu já teria pulado a janela da casa e estaria correndo para MUITO longe do local.
Nada se compara a esses games de hoje em dia…
Eu cai na poha da promoção da STEAM e comprei o BIOSHOCK 2 (praticamente pra ganhar o 1, queria muito jogar).
mas ta dificil… tem umas teclas que uso tanto quando as "w,a,s,d" (alt+f4) o big daddy precisava mesmo fazer todo aquele barulho e ser tão ágil pro tamanho dele???
#fear
Se não me engano esse jogo foi o sucessor espiritual de D, apesar desde já ter continuação…
Nao exatamente um sucessor espiritual. É que nessa epoca a Sega tentou emplacar um sistema de "Star System" com seus jogos. Os personagens iam ser os mesmos, com o mesmo nome até, mas vivendo situações diferentes. Uma desculpa esfarrapada pra usar os mesmos personagens modelados em 3D, que devia ser dificil pra caralho fazer naquela epoca …
Ou seja, a Laura do D nao é o mesmo personagem Laura do E0. É a mesma "atriz", digamos assim. A ideia no fim nao emplacou, morreu junto com o Dreamcast.
poxa…. mencionaram o Dreamcast ….. saudades dele!
#euri
USHAUHSUAHSUA quem nunca se borrou por um jogo que atire a primeira pedra né nao??
Eu assisti boa parte dos jogos de terror que meu namorado costuma jogar, quase todos os Resident Evil e li direto os livros da S.D. Perry. Joguei pouco comparado a ele que vai até ver todos os epílogos. Meu maior problema com esses games é a minha mãe , pois não gosta de terror e reclamava até vencer pelo cansaço. Eu sou nervosa e fico tensa fácil e ainda teimo em jogar de noite. Tenho mais tempo sobrando nesse horário. Um sustinho de vez por outra não faz mal.